Pra se notar que é possível contrariar a razão conscientemente. Pra se ver que a vontade prevalece sobre ela– os nominalistas estavam certos.
Eu ignoro a razão que me diz “vá pra casa que a verdade não está em seus vícios”, que não é por aí o caminho para a paz (encontrar o que falta seja lá o que for).
X
Incômodo de ser que implica no querer perder a consciência.
Na segunda hipótese, fui fraco hoje. Mas o hoje, apesar dessa fraqueza, que eu admito, foi mais que isso. Não era só a vontade de me sedar. Era uma aflição por aventura, uma obsessão antinatural* por novas experiências.
- Não, eu não poderia ir para a casa. Não porque fosse errado, era o certo, na verdade/ Mas eu não queria! Deveria? Será que o que eu faço é realmente errado? É, de fato, eu sei, é! Porque antes de meus pais falarem (e eu sempre desconfio quando eles falam, que aqui isso), já me sinto mal.
Mas como diferir entre o certo e o errado absoluto e o certo e o errado que me é ditado pela subjetividade deles?
Acho que de modo algum quero me tornar o que eles querem que eu seja sem que antes prove a mim mesmo, com motivos que me convençam, que eu deva ser aquilo.
(Existe algo que se deva ser?)
Porque, sim, implicitamente eu acredito que para mim exista um destino, algo possivelmente já estabelecido e que mesmo que não seja o incorporar perfeito (o que me seria revelado pela sensação de realização, de descoberta, de satisfação, uma sensação que supera o certo e o errado banal, que é o meu certo, que seja tão certo que supere a diferenciação entre certo e errado! Por ser tanto o meu caminho que eu nem sequer me lembre de questionar sobre essa decisão – de uma clareza tal que eu não me pergunte sobre a lucidez.
*Concebo sem perceber que a obsessão é antinatural e, talvez, por isso mesmo não a veja como certo...Por ser em excesso: obsessão.
Conclusão: Mesmo tendo aversão ao moderado, vejo nele o caminho, que é o certo e que, no entanto, não consigo seguir. Por isso mesmo tento refutá-lo, para ser coerente comigo mesmo. Ou seja, por preguiça, falta de vontade, ou alguma explicação que está em meu subconsciente, não consigo me ausentar disso que resulta em minha auto-destruição.
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Como se perceber que maluco está?
Maluquice, pra mim, agora seria entregar esse caderno nas mãos das pessoas ao meu lado. Mas o ato não é propriamente maluco, apenas convencionalmente maluco.

Um comentário:
"Torna-te quem tu és."
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