domingo, 7 de dezembro de 2008

Durkheim Teve de Dizer "Não"

O argumento a favor do aborto contraria nossa consciência coletiva que diz: Não matar um ser humano embrionário que não tem condições de defesa. (O que é uma condição para a preservação da sociedade, na medida em que protege sua gênese.)
Segundo Durkheim, essa consciência é um fator de coesão da sociedade sem a qual a sociedade se desagregaria, “ela não pode desaparecer sem que o laço social se afrouxe e que as consciências sadias sejam obscurecidas.”

O que ocorre é o aumento demasiado de consciências individuais (que querem o aborto) que “crescem em razão inversa” à consciência coletiva e se chocam com ela à medida que o fazem. No entanto, é possível mesmo que essas individualidades tenham sua razão, sua validade (apesar de ir contra o instinto de preservação da sociedade). Para tanto Durkheim antecipa:

“Todos os atos que atingem as paixões coletivas não são perigosos em si mesmos (...). Entretanto a reprovação de que são objeto não deixa de ter sua razão de ser, pois qualquer que seja a origem desses sentimentos, uma vez que façam parte do tipo coletivo, e, sobretudo se constituem seus elementos essenciais,”-como o direito a vida não poderia deixar de ser- “tudo que contribua para abalá-los afeta igualmente a coesão social e compromete a sociedade. Não há qualquer utilidade no seu desaparecimento, mas desde que tenham durabilidade é necessário que persistam apesar de sua irracionalidade.”

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