terça-feira, 24 de novembro de 2009

Varanda

Caminho à varanda
Caminho a varanda
Caminho, oh, varanda,
Mas afora não caminho, não

Não...
Lá nada aflora, tudo desbota.
Morre em germe: tudo é verme
Morre em podridão

Minha varanda é uma espera
E assim espero eu...
Sobre ladrilhos brancos
Pés descalços na cerâmica
Olhar cansado de tanto perscrutar
Uma vida na escuridão

Olhos alertas,
Mais intencionados que os meus
Me vêem sem serem vistos
E ainda assim...não calam, não.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O Porco

Estacionado na curva da rampa,
Subida, descida, ao ermo,
Ascenção e queda
A multidão fala e se esfrega por trás,
Porcos abstraídos.
À força de xingar o concreto se desvanece
E sonho, sonho
Com o dia em que não mais viver.